Turismo

“A vida da gente é movimento”, inclusive para portadores de mobilidade reduzida

Para muitos, viajar é sinônimo de liberdade, mas para o maranhense, engenheiro agrônomo, cronista e palestrante Luiz Thadeu Nunes e Silva, significa muito mais.

Em 2003, após sofrer um acidente de carro, ele ficou muito tempo imobilizado e passou por 45 cirurgias. A recuperação foi conquistada ao longo de nove anos, até conseguir caminhar com auxílio de muletas. E é com esse recurso que já visitou mais de 160 países. Sua trajetória está no livro de sua autoria: “Das muletas fiz asas”.

Este é, certamente, o melhor exemplo de que mobilidade reduzida não impede ninguém de viajar. “A vida da gente é movimento”, define.

Nesta entrevista exclusiva ao Afinaidade, Emiliano Parrilli, nesta entrevista exclusiva ao Afinaidade, Emiliano Parrilli (foto), diretor da Turismo Acessível, sediada na cidade do Rio de Janeiro comprova a afirmação de Luiz Thadeu.

A Turismo Acessível atua desde 2019 como operadora de turismo especializada no atendimento a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Com apoio de equipe de profissionais treinados, organiza viagens, elabora e comercializa roteiros adequados às necessidades e exigências de seus passageiros.

Pode relatar situações envolvendo viajantes nas quais sua empresa encontrou solução e qual foi ela? De que forma a expertise em turismo acessível contribui?

Patrícia estava viajando com a mãe de 81 anos pelo Litoral Norte da Bahia e nos contatou. Elas queriam fazer um tour em Salvador, conhecer o centro histórico e o Pelourinho. A mãe conseguia andar, mas sem longas distâncias. Por isso, além de elaborar um roteiro ajustado à necessidade dela, organizamos um passeio de carrinho elétrico pelo Pelourinho, com duração de 1h30, para que pudessem aproveitar melhor a experiência.

Outra situação foi a solicitação da Tatiana, uma colombiana que fazia viagem familiar. Precisava alugar cadeira de rodas no Rio de Janeiro, para que sua mãe pudesse aproveitar mais o tempo da visita à cidade.

Cristina, que havia se tornado cadeirante recentemente, também apresentava dificuldade de locomoção. Seu reumatologista havia proibido escadas, além de caminhadas médias e de grandes distâncias. Ela sempre viajou com a irmã e gostaria de continuar, porém agora, com acessibilidade. Não conseguiria se fosse em grupos como os que costumava participar. Organizamos uma viagem especial para as duas, oferecendo a oportunidade de conhecerem as Cataratas do Iguaçu.

Quais destinos são mais procurados?

Oferecemos mais de 30 destinos nacionais e internacionais e os mais procurados são, no Brasil, Rio de Janeiro, Salvador e Foz do Iguaçu. E na Argentina, Buenos Aires e Mendoza.

Quais as principais preocupações que o cliente de turismo acessível apresenta, quando procura sua empresa?

Há grande preocupação com referência à hospedagem, principalmente em relação aos banheiros dos apartamentos e dos quartos. Degraus nos locais a serem visitados e longas distâncias a pé também merecem atenção.

turismoacessivel.com

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