A lista é extensa quando o tema é atenção plena com a segurança e o bem-estar da pessoa idosa, especificamente no ambiente no qual ela vive, se movimenta e realiza suas atividades diárias. Rotina cercada de cuidados e a adoção de critérios que protejam esse público, de qualquer tipo de acidente ou desconforto em sua residência, são alvo de projetos de designers de interiores e decoradores, mais centrados do que no passado em arquitetar áreas funcionais e livres de risco.
São diversos os itens que se somam aos desaconselháveis no espaço de convivência dos longevos, entre eles: tapetes avulsos e carpetes mal adaptados ou rasgados; má iluminação; tacos soltos no chão ou pisos quebrados; assoalhos encerados ou escorregadios; camas e sofás muito altos ou muito baixos; cadeiras e vasos sanitários com altura muito abaixo do padrão; área de banheiro sem barras de proteção; prateleiras de difícil alcance.


As dicas
O Afinaidade ouviu Rosângela Pimenta, que junto com o sócio Rafael Gomez, atua na Intetto arquitetura de interiores, ambos com 25 anos de experiência na área. A especialista selecionou algumas dicas que podem orientar os 60+ em como se cercar de maior segurança em sua moradia:
– Reorganizar armários, principalmente os da cozinha, além de instalar gavetas no lugar de prateleiras. Gavetas facilitam o acesso e a visão.
– Cozinhas nas quais os tampões (em pedra ou em outro tipo de revestimento) são em tons diferentes do piso, facilitam a acuidade visual evitando que objetos caiam no chão.
– Iluminação adequada e sensor de movimento, principalmente os instalados em corredores dão maior segurança durante deslocamentos.
– Em áreas molhadas optar pelo porcelanato, do tipo natural ou acetinado. Nunca os polidos, pois são escorregadios.
– Evitar poltronas muito baixas, dar preferência para aquelas que tenham braços firmes e altura adequada à estatura dos usuários mais frequentes.
– Instalar barras de segurança nos banheiros, um item mais do que prioritário.
Rosângela Pimenta considera que, com o passar do tempo, os acessórios de proteção também evoluem. “Estou projetando uma nova barra que possui múltiplas funções, além da segurança que sirva para apoiar bucha, sabonete e o refil de aromas, por exemplo.
Vencer o preconceito

Um lar seguro não representa um ambiente poluído ou repleto de adereços que comprometam a estética. Pelo contrário, a especialista faz questão de ressaltar que todos os detalhes são pensados, sem abrir mão da beleza, elegância, praticidade e conforto dos ambientes. Mas a missão profissional, segundo ela, vai além. “Lutamos regularmente contra o preconceito, porque a prevenção de quedas deveria fazer parte de todos os projetos e, principalmente, em casas nas quais os moradores já ultrapassaram a faixa dos 50 anos”, alerta a design de interiores.
Sobre quem é quem na hora de contratar um projeto do gênero, Rosângela observa que até a idade dos 70 anos a decisão é do dono da casa ou do usuário principal. Em idade superior à essa faixa, contudo, normalmente os filhos ou familiar mais próximo se envolvem no processo.