Educação e Cursos

Aperfeiçoar idiomas e viajar, combinação que atrai os sessentões

As viagens de intercâmbio animam o público maduro, experiência que vai além da imersão no idioma.

Venina Schimdt Meurer nasceu em Santa Catarina, na cidade de Grão Pará, tem 64 anos e é descendente de alemães. Após se casar com João Rodrigues de Souza, hoje com 68 anos, passou a adotar o sobrenome dele. Atualmente, Venina vive em Blumenau (SC) com a família: o marido, três filhos e três netos.

Aprender inglês sempre esteve entre o que mais gostava de fazer. Depois de frequentar alguns cursos em sua cidade, soube que havia outra maneira para esse aprendizado e se interessou.

“Se já tinha mais de 60 anos e podia fazer um intercâmbio de idioma para pessoa idosa, não pensei duas vezes. Meu marido também gostou da ideia e adquirimos o curso na CI – Central de Intercâmbio, em Blumenau. Fomos para o Canadá, onde nos matriculamos em uma escola em Toronto. Inicialmente faríamos o curso na turma 30+, mas como não completou o número necessário de alunos, acabamos indo nos juntar à turma de jovens. Foi a melhor experiência que tivemos” – relata Venina.

As oito semanas de curso em Toronto foram tão gratificantes para o casal que, sem pensar duas vezes partiu para outra experiência. “Fomos para Malta e frequentamos as aulas por quatro semanas. Foi muito boa a oportunidade e também fizemos com a turma 30+. Gostamos de fazer o curso com os jovens, porque aprende-se bem mais” – informa com a mesma empolgação e já anuncia a terceira viagem. “Em Malta ensinam o inglês britânico e preferimos o norte-americano, por isso já compramos mais um curso e, no próximo mês de maio, voltaremos ao Canadá, agora será Calgary.”

Segundo Venina, viagens de intercâmbio são vivências completas, pois agregam o idioma, os costumes e a gastronomia local. “Adoro ir ao supermercado comprar produtos e preparar pratos da culinária daquela região. Gosto da rotina de ir para a escola todos os dias, levar nossa comida e almoçar lá. Tenho sorte por meu marido ser parceiro e também gostar dessas experiências que são inigualáveis. É muito importante ter esses desafios depois de certa idade. Claro que precisa ter disposição e gostar de tudo isso que faz muito bem para mente e nos rejuvenesce” – conclui a jovem estudante sênior.

Mercado em ascensão

“O mercado de intercâmbio é pujante e, com raras exceções, cresce de forma contínua em nosso país. Após um período muito difícil, pós-pandemia, para todos que atuam no segmento com alguma viagem embutida, estamos voltando ao processo normal.”

A opinião é de Celso Garcia, sócio e fundador do Grupo CI, empresa de 35 anos, líder em Edutainment no Brasil, com três marcas de relevância no setor de atuação: CI Intercâmbio, Amaze (viagens e festas de formatura) e Trilha Educação (viagens pedagógicas).

Segundo ele, empreendedor desde os 21 anos e formado em administração de empresas, as tendências atuais seguem, também com raras exceções, aquelas pré-pandemia. “A área de Higher Education – fazer faculdade, pós-graduação ou mesmo um masters ou doutorado – passou a ser cada vez mais presente na vida das famílias brasileiras” – explica.

Quanto ao público 60+, o diretor considera que a procura tem aumentado e sempre, com suas particularidades: os que se sentem mais confortáveis para viajar em grupos e ⁠aqueles que se sentem mais seguros e preferem viajar sozinhos.

“Quem tem mais de 60 anos deve estar em uma situação na qual não precisa mais provar nada a ninguém.” (Celso Garcia)

E para que a viagem do cliente sênior tenha êxito, Celso Garcia recomenda que a pessoa: escolha com atenção e muito cuidado a empresa de intercâmbio que irá contratar para realizar o seu sonho; deixe bem claras as expectativas e preocupações e seja direta ao explicar o que está de fato buscando.

“É bom lembrar que um intercâmbio é muito mais do que assistir aulas e apreender ou melhorar a fluência num idioma, portanto, ⁠identifique-se com as opções ofertadas: o destino (país, cidade) para onde pretende ir deve ser do seu interesse. Opte, se possível, por uma residência familiar. É sempre bom ter a experiência de dividir este período com pessoas locais.”  – aconselha, ressaltando “quem tem mais de 60 anos deve estar em uma situação na qual não precisa mais provar nada a ninguém. Então, preocupe-se com detalhes que são importantes só para você. E não se esqueça:  sempre é tempo de aprender, ainda mais se for útil para futuras viagens.”

Quando e para onde ir

De acordo com o diretor da CI, a média de permanência é em torno de quatro semanas. “Normalmente esse público procura fugir da alta temporada e também evita meses mais frios. Logo, meses como abril, maio, setembro e outubro são sempre as melhores escolhas.”

Quanto aos destinos – ainda segundo ele – são bem variados e a definição depende do interesse de cada um. Para aqueles que desejam desenvolver o idioma inglês, os melhores são os tradicionais: Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. Mas há aqueles que elegem destinos ligados à origem da família. Querem aprender ou aprimorar o nível de idiomas como italiano, espanhol e alemão. E há, ainda, quem deseje mesclar o intercâmbio com algum outro curso como História da Arte, Gastronomia, Vinicultura e muitas outras variadas opções.

“Meu maior orgulho como empresário é ter propiciado oportunidades e experiências únicas para centenas de milhares de brasileiros” – conclui.

http://www.ci.com.br

A empresa promove sua feira do setor de intercâmbio – CI Experience – no próximo dia 13 de abril, no Tivoli Mofarrej, São Paulo – Capital, das 13 às 18 horas.

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