Foi em 8 de maio de 1886, na Jacobs’ Pharmacy, em Atlanta/Geórgia, Estados Unidos, que o xarope medicinal, misturado com água gaseificada, ficou conhecido. Criado pelo farmacêutico Dr. John Pemberton para curar dor de cabeça, a bebida rapidamente se tornou popular.

Inicialmente, os dois ingredientes básicos eram a cocaína, extraída da folha de ‘coca’ e a cafeína, da noz de ‘cola’, uma árvore africana da família das esterculiáceas. Mas em 1903, as autoridade de saúde começaram a questionar a segurança do ingrediente e, diante de muita pressão, a fórmula foi alterada, passando a utilizar folhas de coca e cafeína apenas como aromatizantes.
Em 1885, Frank Mason Robinson, sócio e contador do Dr. Pemberton, sugeriu o nome, utilizando as duas palavras e criou a famosa marca registrada “Coca-Cola”, grafada na fonte Spencerian, muito conhecida entre os norte-americanos dos anos 1850 à 1925. Há apenas nove anos, em 2017, a empresa anunciou sua primeira fonte tipográfica oficial: a TCCC Unity, abreviação para The Coca-Cola Company.
Dr. Pemberton vendeu partes de sua empresa para diversos sócios e, pouco antes de sua morte, em 1888, sua participação restante foi comprada por Asa G. Candler, cidadão de Atlanta com grande perspicácia para os negócios.
No Brasil, a bebida chegou em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, para abastecer tropas americanas e sua primeira fábrica foi instalada no Recife-PE.

História e coleções à mostra

Para quem gosta da bebida e curte suas embalagens, vale visitar o museu instalado no restaurante Free Port, no bairro de Santana, na capital paulista.
Na calçada, próxima à entrada, já chama a atenção a garrafa gigante, de dois metros de altura, confeccionada em pedra. E no salão principal, número surpreendente de peças variadas com a marca do refrigerante.
Há mais de 20 anos, Homero Cesar Rodrigues, proprietário do restaurante, coleciona tudo que vê, compra ou ganha com o logotipo Coca-Cola. São garrafas de vidro, de alumínio e pet; latinhas; copos da Copa de 2014; quebra-cabeças; enfeites; miniaturas, inclusive de caminhões da bebida e, entre os brindes com o tema, dedal, telefone e mini máquina fotográfica.
Em 1982, durante sua viagem de lua de mel, ao tomar uma Coca-Cola em um restaurante no Reino Unido, o empresário observou que a tampinha da garrafa era diferenciada e ele não a conhecia. Foi a peça que deu origem ao museu.
Homero não sabe o número exato de itens que possui, mas garante que trata-se do maior acervo particular da Coca-Cola no Brasil. Além das expostas no restaurante, há muitas outras guardadas em sua residência.
Serviço
– Restaurante Free Port
– Rua Dr. Zuquim, 130 – Santana – São Paulo-SP
– Telefone: (11) 2973-4745

