
Destino diferenciado, único, misterioso e surpreendentemente lindo. Assim defino a Ilha de Páscoa, localizada no Oceano Pacífico em águas chilenas, que tive o privilégio de visitar por duas vezes. Não dá para discordar, além da paisagem deslumbrante, as mais de mil esculturas, espalhadas pela área de aproximadamente 170 km2, a maioria de costas para o mar, são a grande atração.
Denominadas de ‘moais’, que significa ‘estátua’ ou ‘figura’, têm em média, 4 metros de altura e pesam 10 toneladas. Existe, porém, a mais alta, batizada de “El Gigante” porque mede, aproximadamente, 20 metros e seu peso é calculado em 200 toneladas.
Os moais foram esculpidos nas pedras retiradas dos vulcões Rano Raraku e Puna Pao, cujas crateras podem ser admiradas durante o tour pela ilha. Há várias teorias sobre o porquê de o existirem. Entre outras, poderia ser homenagem aos líderes ancestrais ou, ainda, para servirem e para-raios, devido à alta incidência de raios na Ilha.



A data da ocupação da ilha é incerta. Segundo alguns estudiosos, poderia ter sido entre os anos 600 e 800, pelos polinésios. No entanto, sua descoberta só ocorre em 1722, quando o explorador holandês Jacob Roggeveen parte do Chile e chega à ilha, em 5 de abril. Era um Domingo de Páscoa, daí o nome. Mas já havia a denominação ‘Rapa Nui’ (que significa ilha grande), dada por um rei da etnia local. Quase 300 anos depois, em 2018, atendendo a pedidos de seus habitantes – estimados em quatro mil, sendo 60% de rapanui – o governo chileno autoriza a volta do nome original.
Por estar localizada em um dos pontos mais ermos do globo terrestre, os nativos afirmam que a ilha é Te Pito O Te Henúa, que significa Umbigo do Mundo.
rapanuinationalpark.com/pt/
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Fotos: acervo pessoal

